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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mãe Desnecessária

Minha Sofhia cresce cada dia mais e eu comecei a me sentir mal por ela estar cada vez mais independente, até que encontrei esse texto que amei de cara. 

"A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar vôos-solo. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos,como uma droga,a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes.

Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado,o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser 'desnecessários', nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar."

(Márcia Neder Bacha é psicanalista e pesquisadora da UFMS e da USP/NUPPE. Doutora em Psicologia Clínica e autora de Psicanálise e Educação – Laços Refeitos e A arte de formar: o feminino, infantil e o epistemológico.)

5 comentários:

orvalho do ceu disse...

Olá, querida Kelly
Fazer-se desnecessária é uma grande maturidade...
É questão de sabedoria o desapego do que consideramos "nosso"...
Amanhã, dia 16, tem um post interessante relativo ao Tema, será um prazer tê-la por lá...
Bjs de paz

Ale Quejinho disse...

Nossa que blog mais lindo. Minha primeira vez por aqui e ja estou amando. Sou nova neste mundo e vim deixar um convite para visitar meu cantinho. Se gostar, me siga que ficarei honrada.
Ale

Sandra disse...

Ola, tudo bem..
Temos amigos em comum. Por isso como Curiosa venho com muito carinho lhe trazer noticias.
Quer sabser mais...

Amei passar por aqui neste cantinho tão especial..VOCÊ.
VENHA VER QUEM ESTÁ COMIGO HOJE. EM BREVE ELA VOLTARA.
http://sandraandrade8.blogspot.com/
Curiosa vai te esperar com muito carinho.
Venha, tá.
Compartilhamos carinhos e amigos.
Um grande abraço.
Carinhosamente,
Sandra

Paula disse...

Kelly é bem verdade isso, mas como é difícil! A minha Fernanda só tem onze anos e já começa a querer escolher a vida, e tenho ficado preocupada... Tomara que eu consiga também chegar a ser essa "mãe desnecessária", mas ainda não tenho a menor idéia de como vai ser isso...

beijo grande!

Cloé disse...

Kelly ! É verdade mas doí muito , quando percebemos o tempo voou e eles cresceram e estão vivendo com as pr'prias escolhas. Preparei minha cabeça para esta fase , mas sempre é uma surpresa. Abraços

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